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Implante dentário dói? O que você sente em cada etapa

4 min de leituraPor Dr. Leonardo Blanco · CRO-PR 21259

O medo da dor é o motivo que mais adia a decisão de colocar um implante — e quase sempre ele vem de relatos antigos ou de histórias de terceiros. Durante a cirurgia você não sente dor: a região fica anestesiada, e o que se percebe é pressão e vibração, não dor. O que existe é um desconforto no pós-operatório, previsível e controlado com medicação.

O que você sente durante a cirurgia

A anestesia local bloqueia a sensibilidade de toda a área. A partir daí, o que chega até você é a sensação mecânica do procedimento: uma pressão no osso quando o implante é instalado e a vibração do instrumento. Muita gente descreve como algo mais simples do que imaginava — em vários casos, menos invasivo que a extração do próprio dente que estava ali.

Para quem tem ansiedade alta, existem recursos adicionais, como a sedação com óxido nitroso, que deixa a pessoa consciente porém relaxada durante o atendimento.

O pós-operatório, dia a dia

Período O que é esperado O que ajuda
Primeiras 24h Inchaço e desconforto leve a moderado Gelo na face, repouso e a medicação prescrita
2º e 3º dia Pico do inchaço, que depois começa a ceder Alimentação fria ou morna e pastosa
Após 1 semana Rotina praticamente normal Higiene cuidadosa da região operada

O que realmente reduz o desconforto

  1. Tomar a medicação no horário — analgésico e anti-inflamatório funcionam melhor de forma preventiva do que depois que a dor aparece;
  2. Usar gelo nas primeiras 24 horas, em intervalos, sobre a face do lado operado;
  3. Dormir com a cabeça mais elevada na primeira noite, o que reduz o inchaço;
  4. Evitar esforço físico nos primeiros dias, porque aumenta o sangramento e o edema;
  5. Não fumar — o cigarro é um dos fatores que mais atrapalham a cicatrização do osso ao redor do implante;
  6. Manter a higiene, com escovação suave na região e o enxaguante indicado.
Quando procurar o dentista Dor que aumenta a partir do terceiro dia em vez de diminuir, inchaço que cresce, febre ou secreção no local merecem avaliação. Pego cedo, quase sempre é simples de resolver.

O que a anestesia moderna mudou

A comparação que muita gente faz é com relatos de décadas atrás. As técnicas anestésicas de hoje são mais previsíveis, e a própria aplicação ficou mais confortável: é comum usar um anestésico tópico antes da agulha, de modo que a picada em si quase não é percebida.

Além disso, a quantidade e o tipo de anestésico são escolhidos conforme o histórico de saúde de cada pessoa. Quem tem hipertensão, por exemplo, recebe uma formulação adequada a essa condição — outro motivo pelo qual a anamnese não é burocracia.

Por que a extração costuma doer mais que o implante

Parece contraintuitivo, mas é comum o paciente achar o implante mais tranquilo que a extração do dente que estava ali. A razão é mecânica: a extração exige movimentar o dente para romper as fibras que o prendem, o que traumatiza mais o tecido ao redor. Já o implante é instalado em um leito preparado com fresas calibradas, num processo mais controlado.

Quando extração e implante acontecem na mesma sessão — o que é possível em parte dos casos —, o pós-operatório tende a ser o da extração, não o do implante.

O que costuma assustar mais do que deveria

  • O barulho do instrumento durante o preparo do osso, que chega pela condução óssea e parece mais alto do que é;
  • A pressão no momento de instalar o implante, que é firme mas não dolorida;
  • O tempo na cadeira, que costuma ser menor do que o imaginado quando a cirurgia foi planejada em 3D;
  • O inchaço do segundo dia, que assusta por ser o pico — e justamente por ser o pico, começa a ceder logo em seguida.

Dor que não é normal

Vale separar o desconforto esperado do sinal de alerta. Desconforto que responde ao analgésico e diminui a cada dia faz parte. Dor que aumenta progressivamente, que não cede com a medicação ou que aparece depois de já ter melhorado merece avaliação — pode indicar inflamação no local, e o tratamento precoce resolve com muito mais facilidade.

Por que o planejamento muda a experiência

Boa parte do desconforto do pós-operatório vem do tamanho da cirurgia. Quando a posição de cada implante é definida antes, a partir de uma tomografia computadorizada e do planejamento digital em 3D, a cirurgia fica mais curta e mais precisa — e a recuperação acompanha.

Para entender as etapas completas do tratamento, veja o que envolve a prótese dentária fixa sobre implantes e conheça a estrutura e a formação da equipe da Clínica Viver Bem.

Fontes e referências: Conselho Federal de Odontologia (CFO) · Associação Brasileira de Odontologia (ABO)

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